Archive | maio 2012

DOBRA, de Alice Jardim

still do video Todavia de Alice Jardim.

A velocidade presente na contemporaneidade faz com que, ao mesmo tempo que o acesso seja rápido, a experiência seja também momentânea. Como consequência, a paisagem urbana passa a ser produto de um instatâneo, acompanhando o ritmo frenético da sociedade e transformando as relações entre o homem e o seu espaço.

Nesse sentido, a questão dos fluxos e movimentos urbanos é posta em discussão em DOBRA, exposição de Alice Jardim em cartaz na Pinacoteca Universitária.

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Como detalhes conseguem mudar o ponto de vista de uma pessoa.

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A reintegração de posse é uma das medidas de natureza cível (i.e., não criminal) mais impactantes. Normalmente, são processos que envolvem um proprietário, protegido pela Lei, e um ocupante (ou vários), aquele(s) que, por uma razão qualquer, legítima ou não, apossou(aram)-se do que não lhe(s) pertencia. O objetivo deste post, no entanto, apesar de minha formação jurídica, não é tratar dos aspectos legais da matéria, mas sim, de questões menos práticas, das entrelinhas que envolvem esse tipo de ação.

Você leitor pode sentir-se tentado a achar que eu vou falar sobre o caso “Pinheirinho”. Sim, farei menções ao ocorrido em São Paulo, mas não é esse o mote principal do texto.

Em verdade escrevo porque, há pouco tempo, fui abordada por um grupo de pessoas com um problema com terras. Depois de alguma conversa, fiquei sabendo que eram militantes de um dos Movimentos de Sem Terra, um deles[i].

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O iminente desaparecimento do Clube Alagoinhas

Pensando em um texto para o blog Sociedade Movimento, um trecho de uma música não me saia da cabeça. Ecoava em mim o refrão da música “Cidades” de Nação Zumbi: “A cidade não pára, a cidade só cresce”.

Embalada pela canção reinvidicadora comecei a pensar nas forças propulsoras do crescimento da cidade, nos atores envolvidos neste processo e nos efeitos espaciais provocados por suas ações.

Inevitavelmente, não pude deixar de refletir sobre o lugar do patrimônio cultural em meio ao movimento ininterrupto de evolução e mudança inerente à própria condição de ser cidade.  Como proteger os bens patrimoniais –  sejam eles ambientais, artísticos, paisagísticos ou históricos – neste contexto?

Trazendo esta discussão para Maceió, vários exemplos saltam aos olhos. Me deterei a apenas um deles: o iminente desaparecimento do Clube Alagoinhas.

Alagoas Iate Clube. Foto: Alice Jardim

O Alagoas Iate Clube, mais conhecido pela população como Alagoinhas, é de autoria da arquiteta Zélia Maia Nobre, em parceria com a arquiteta Edy Marrêta, sendo – de acordo com o Livro Arquitetura Moderna: a atitude Alagoana, de Maria Angélica da Silva – projeto vencedor de um concurso e construído na década de 1960. Sua arquitetura, é representante do Movimento Moderno alagoano e tornou-se importante marco visual para a Maceió. A localização privilegiada, na orla da cidade, fez com que a construção fosse incorporada à imagética da praia de Ponta Verde, ao passo em que se tornou alvo de contestação por ter sido construído em área de preservação ambiental, pertencente à União.

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Indústria de multas?

Segundo o dicionário , o conceito de indústria refere-se ao “conjunto das atividades que visam a manipulação e transformação de matérias-primas para a produção de bens de consumo.” Os produtos, portanto, são dependentes da existência de matéria-prima, afinal sem ela não há o que manipular e transformar. Neste contexto, só pode haver indústria se houver insumos.

Ora, analisemos então o conceito de “indústria de multas”, que uma pequena parte da sociedade (e políticos com estratégias populistas) utiliza para atribuir à fiscalização dos órgãos de trânsito. Se a aplicação de multas aos infratores do código nacional de trânsito configura uma indústria, significa que ela necessita de matéria-prima que seria, necessariamente, uma infração de trânsito. Sendo assim, bastaria que o cidadão não cometesse infrações para não contribuir com este “processo produtivo”.

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Quantos boeings em nossas ruas…

A queda do Boeing da Gol, em setembro de 2006, que matou 154 pessoas no Mato Grosso chocou a população brasileira. O desastre foi divulgado por toda a imprensa e já nos primeiros momentos após o acidente surgiu o debate acerca de suas causas. Especialistas de diversas áreas foram convidados à televisão para opinarem sobre o assunto, o clima de comoção era generalizado. Em 2007, um avião da TAM derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e se chocou contra um prédio de carga e descarga da própria companhia aérea. Resultado: 186 pessoas mortas no maior acidente aéreo da história deste país.

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Vacilou? Caiu na net!

Corre, no submundo virtual masculino, esta máxima que não para de crescer.

Trata-se de um fenômeno que tem como fórmula a ingenuidade de algumas mulheres por um lado, a escassez de qualidades morais de alguns homens de outro, e o desenvolvimento tecnológico associado à inclusão digital no meio dos dois.

O número de mulheres que “caem na net” cresce de uma forma direta ou indiretamente proporcional ao desenvolvimento da tecnologia que facilita este tipo de fenômeno, que apesar de virtual, tem conseqüências que extrapolam, e muito, o ambiente da rede mundial de computadores.

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Paparazzi

Palavra de origem italiana comumente atribuída a repórteres que vivem de seguir e fotografar celebridades sem autorização, para depois vender as imagens à imprensa. Isto até a explosão da internet como grande mecanismo de comunicação da contemporaneidade e do advento das redes sociais virtuais como um dos maiores fenômenos da rede mundial de computadores.

Hoje não é preciso que você tenha um perfil no Orkut ou Facebook para estar presente nestas redes. Ainda que você não seja uma pessoa famosa e badalada, pode ter facilmente sua imagem publicada por outras pessoas de forma que qualquer internauta possa vê-la ou baixá-la, seja de uma simples balada ou de momentos de intimidade, que deveriam ser reservados, por uma diversidade de motivos, aos registros possíveis da memória.

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Síndrome do pixel

Que os telefones celulares são um aparato muito dinâmico em que fazer e receber chamadas são somente algumas dentre suas inúmeras funções é de conhecimento de todos, porém será que estamos realmente conscientes das transformações que esta multifuncionalidade tem causado em nosso cotidiano?

É através da telinha destes aparelhos que trocamos torpedos, enviamos email, acessamos o facebook, tiramos foto, gravamos vídeos. Milhões de pessoas dedicam boa parte de seu tempo a relacionar-se com outras pessoas ou ambientes através dos inúmeros recursos que eles dispõem.

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E quando iremos entender…?

O ser humano parece ter uma tendência inerente a hierarquizar as relações sociais. Seguindo esta tendência, o mundo foi dividido em vários mundos. Cada um em seu posto sobre um pódio virtual, onde os primeiros ganham e os últimos perdem. Assim, surgiram as definições de primeiro, segundo, terceiro e quarto mundos. Etiquetas superficiais que definem quem tem mais ou menos direitos aos recursos do planeta.

De fato, há uma desigualdade significativa em termos de acesso a bens, serviços e oportunidades, se compararmos a realidade de dois países que se encontram em posições opostas no ranking do desenvolvimento, considerando aspectos como educação, renda e saúde. No entanto, foi-se criando ao longo dos anos um universo de conto de fadas em torno destas discrepâncias, de tal forma que a maioria das pessoas, me atrevo a dizê-lo, acredita que nos países chamados de primeiro mundo goza-se de uma vida deslumbrante onde direitos e deveres são respeitados e cumpridos em sua plenitude, vislumbrando um espaço livre da corrupção, violência e desigualdades sociais. Males, lamentavelmente, tão arraigados à estrutura social humana.

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Prisões ou narcossalas?

Enquanto milhares de famílias brasileiras sofrem com o fenômeno do aumento substancial do consumo do crack, que possui características epidemiológicas, o poder público permanece inerte, acorrentado a um pernicioso emaranhado de burocracia e moralismo. As poucas atitudes tomadas até o momento ou vão na contramão de experiências que lograram êxito, ou são insuportavelmente tímidas.

A política ainda é de punir os usuários encarcerando-os em prisões ou em centros despreparados para tratá-los, quando não em hospitais psiquiátricos que não existem para cumprir a função de tratar dependentes químicos.

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