Archive | junho 2012

Marcha das Vadias, versão Alagoas

Confesso que estava tensa, não sabia se ia dar certo…

Apoio sem restrições as reivindicações levantadas pelo movimento e gostaria de que ele fosse um sucesso. Principalmente porque havia pessoas queridas envolvidas na organização.

Discretamente, fui lá no Domingo, ver no que ia dar. Imaginem a minha surpresa, quando vi um movimento leve, animado e bem humorado na minha frente, e isso não tirou da marcha sua contundência.

Confesso agora que, naquele momento, fiquei feliz, muito feliz!

A inclusão de Alagoas na rota da Marcha das Vadias foi uma conquista louvável, pela qual parabenizo as responsáveis. Um orgulhinho grande bateu em mim por ver que não ficamos de fora dessa pauta tão importante. Mais ainda, por ver que cumprimos tão lindamente com o objetivo da manifestação, considerando, não posso deixar de mencionar, que vivemos em um dos locais mais machistas que conheço.

É importante que vençamos certos preconceitos: SE SER LIVRE É SER VADIA, EU SOU VADIA, SIM! É inaceitável que, em pleno século XXI, ainda nos vejamos apegados a ideias que já no século que passou não faziam sentido.

Parabéns, meninas, as que eu conheço e as que não conheço! Repito agora e sempre! O que eu vi no dia 17 quero ver mais vezes. Quero, inclusive, participar com menos discrição. Vocês encheram nossa classe de orgulho!

Da Pedra Espero

Debaixo do azul quente a queimar, espero verde
Ao ver as árvores amarelas de luz, espero terra
E das construções marrons do tempo, espero sombra
Das andanças de suor e belezas, espero altura
Da história na pedra marcada, espero descobertas de presente
E do sertão margeado por águas, espero vento, movimento, contrastes de conhecimento.

20120618-085019.jpg
Canion do São Francisco, Angiquinho, Delmiro Gouveia, Alagoas. Foto: acervo pessoal

Em visita à Usina Angiquinho, da Chesf em Delmiro Gouveia, tive a oportunidade de conhecer uma das mais belas paisagens de Alagoas. Nos canions do São Francisco vi a união entre a impressionante formação natural e a intervenção do homem, união de monumentalidades. Antes da visita, os integrantes do grupo precisaram externar as suas expectativas com relação ao lugar que estavam prestes a conhecer. Para mim, a forma encontrada foi através da poesia acima transcrita.

A experiência revelou-se, claro, muito mais surpreendente, mas o exercício de criação anterior foi uma preparação muito inspiradora para o que estava por vir. Os versos ecoavam do ambiente para mim e progressivamente, ao longo do caminho, foram sendo complementados por novas frações de poesia.

Angiquinho é um incrível patrimônio cultural, que merece por todos ser visitado!

O poder da sociedade

Há pouco tempo conheci um pessoal bem intencionado que queria fazer a diferença no mundo. Tiveram a ideia de fundar uma ONG assistencial, tipo de entidade muito mal utilizada e, consequentemente, mal vista por muitos de nós.

Acreditei no projeto e quis colaborar. Quando tomei essa decisão, no entanto, não tinha noção de como essa atitude me mostraria um mundo novo, impressionante.

Começaram construindo uma praça em uma comunidade remota. Tudo com ajuda beneficente de colaboradores voluntários e dos próprios moradores locais. A praça é um sucesso!

Resolveram, então, arrecadar alimentos para distribuir entre os que sofrem com a estiagem no sertão de Alagoas. Foi aí que eu fiquei mais impressionada: em duas semanas a ONG conseguiu arrecadar 2 toneladas de alimentos! Tudo DOADO, posso atestar. Eu recolhi algumas cestas básicas de outras pessoas bem intencionadas a quem agradeço muito. Quando feito pelas pessoas certas, esse tipo de ação pode, sim, fazer a diferença no mundo. Inúmeras famílias, realmente necessitadas, foram beneficiadas e isso é uma coisa linda de se ver.

O que isso demonstra, para mim, pois: que todos estamos dispostos a colaborar, só não sabemos como fazer. Se alguém toma uma iniciativa, “o universo conspira”! Que tal começarmos a acreditar em nosso potencial para mudar o mundo e começarmos já?

Segue o link para a matéria sobre essa última ação no Cada Minuto. Espero que seja inspirador. Vamos à luta!

A relação da qualidade dos espaços públicos e o trânsito e a necessidade de investimentos nestes espaços

A definição mais objetiva para espaço público seria: tudo aquilo que não é privado. Isso inclui, portanto, as praças, parques, ruas, calçadas e outros ambientes nos quais as pessoas podem encontrar-se e conviver com desconhecidos, estabelecendo relações sociais. Tradicionalmente os espaços públicos são espaços de construção e expressão social. Na Grécia antiga, berço do conceito de democracia, a ágora era um espaço aberto, cercado de edifícios públicos importantes, que tinha a função de reunir os cidadãos para debater e decidir sobre os assuntos de interesse coletivo. A função da ágora foi passada historicamente às praças e a outros espaços públicos, palcos do encontro social, de manifestações e reivindicações.

A heterogeneidade, acessibilidade, liberdade, dinamismo, capacidade de integração, qualidade do espaço construído e elementos simbólicos dos espaços públicos definem a sua qualidade. A mescla dos elementos tangíveis e intangíveis envolvidos em sua dinâmica substancia os seus atributos, que estão diretamente relacionados ao seu uso: bons espaços tendem a atrair as pessoas e espaços ruins, ao contrário, tendem a repeli-las. Desta forma, quanto mais abandonado é o espaço público, mais ele tende a sê-lo. Esta dinâmica implica em uma série de impactos no espaço urbano.

Leia Mais…