Archive | agosto 2012

Eu quero ser um macaco

(Texto publicado em 2008)

A equação do sucesso olímpico é muito simples:

i + p = m

INVESTIMENTO + PESSOAL = MEDALHAS

É questão de matemática mesmo, o que fica provado com o sucesso do voleibol brasileiro. Perguntado sobre quais os motivos que faziam do Brasil uma potência mundial neste esporte, o ex-jogador, Tande, respondeu: “INVESTIMENTO”.

Segundo informação de institutos especializados*, são necessários cerca de 3.000 atletas treinando para se formar um atleta olímpico, proporcionalmente. Ou seja, investir seriamente numa política esportiva que vise transformar o Brasil em uma potência olímpica, acima de qualquer coisa, trata-se de um resgate social, de uma política de investimento em educação e saúde, que traria uma infinidade de melhorias para o país, desde a formação de cidadãos mais capacitados para enfrentarem os obstáculos da vida à diminuição do nível de ociosidade dos jovens brasileiros, esta última que acaba decorrendo numa série de outras problemáticas…

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Heróis olímpicos

Aos heróis geralmente são atribuídas características sobre-humanas: força extraordinária, agilidade incomparável, inteligência admirável…

Os atletas brasileiros que estão competiram em Londres, não possuem estas características, não são personagens de histórias em quadrinhos. Eles são meramente humanos, mas com a pífia política de investimentos nos esportes do país tupiniquim, com a falta de infraestrutura para treinamento e patrocínios, estes bravos compatriotas contestam a sua condição meramente humana.

Personagens de uma história real, onde homens e mulheres conseguem ir além daquilo que normalmente poderiam.

Isto deveria, por si só, os fazerem vencedores (e efetivamente os fazem), exorcizaria o “quase” do vocabulário nacional em época de olimpíadas e, por tabela, o fantasma da ausência do hino brasileiro no hasteamento de bandeiras nos pódios.

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