Archive by Author | Daniela Cerullo

A sociedade do proibido

Olá, pessoal! O blog andava meio parado e eu resolvi movimentar. Cheguei dos EUA com vontade de desabafar!

Cheguei e vi que nossa economia portou-se melhor do que a deles nesse último trimestre. Que alegria, não? Pois é! Será que um dia atingiremos o nível de desenvolvimento deles? Veremos (ou não)!

Minha posição sobre o que vou falar é polêmica, mas, como sempre digo, nunca tenho a intenção de convencer ninguém de que estou certa. Minha intenção é, apenas, a de suscitar o debate, que é importante para que nos desenvolvamos (até, quem sabe, virarmos uma nação desenvolvida!).

Enfim, cheguei e não vi só a reportagem sobre a economia. Vi também uma enquete sobre a possibilidade de as lanchonetes de escolas servirem coxinha e refrigerante para as crianças. A pergunta era: Você acha correta a proibição de servirem nas lanchonetes das escolas frituras e refrigerantes?

Óbvio que a maioria das pessoas respondeu sim, afinal de contas, fritura e refrigerante “fazem mal à saúde”. Dos adultos, avaliem das crianças. O apelo é inegável. O placar estava 79% para o sim!!

O que eu penso, claro, que é o contrário. Se não, não teria feito a ressalva acima.

Tenho verdadeira agonia a essa tendência brasileira de resolver tudo com leis, que se tornam, na maioria das vezes, letra morta.

Não uso drogas não porque elas são proibidas, mas sim, porque são nocivas e eu sei disso, assim como frituras e refrigerantes (guardadas as devidas proporções!). E como eu sei disso, passo (ou tento passar) o que sei para meu filho (e, lógico, ele vai poder seguir ou não, de acordo com seu livre arbítrio).

Por que temos que ter uma lei indicando o que meu filho deve ver na televisão, em que série ele deve estar, o que ele deve comer? Por que temos que delegar ao Estado uma função que seria nossa, de pais, de cidadãos?

O McDonalds não pode vender os lanches com bonecos porque eu não quero ter que dizer não ao meu filho. Está certo isso?

Se a lei resolvesse, o país não estaria dominado pelo crack e nas mãos de traficantes (se você não sabia disso, melhor correr atrás de informações). Já está claro que a proibição, não é o caminho, deveria, sim, antes de ser a causa, ser, apenas, a consequência.

Os que defendem a posição contrária dizem para mim: aah, você faz, você sabe, mas tem gente que não faz, que não sabe. Ok, daí criamos leis para defender as pessoas delas mesmas? É esse o caminho?

Para não deixar o post tão longo que ninguém iria ler, digo logo que eu penso que não. Penso que esse caminho valoriza a incompetência, a fuga das responsabilidades.

E penso, ainda, que é por isso que a estrada para que nos tornemos uma nação desenvolvida é bem mais longa do que deveria, considerando nossa economia.

Que tal tomarmos as rédeas da nossa vida e deixarmos para o Estado as atividades de que ele deve cuidar por natureza e negligencia, como segurança, saúde, educação de qualidade?  Aliás, é justamente a falta dessa última que dá aos que são favoráveis a esse excesso de regulamentação a justificativa para seu posicionamento. É um círculo vicioso.

Anúncios

Considerações sobre a famosa eleição da Ordem dos Advogados do Brasil, por uma advogada!

Muito tem se falado sobre as eleições da OAB, tendo em vista que se trata de instituição bastante importante para a sociedade. Você pode perguntar: e é importante mesmo? É sim! Pelo campo de atuação, principalmente.

O texto aqui sugerido, entretanto, não é sobre a OAB em si. Ele traz, apenas, as impressões desta advogada, que participou ativamente da campanha, que se encerra amanhã, com o pleito, como forma de desabafo

Segue o link: http://danicer.blogspot.com.br/2012/11/uma-eleicao-para-amadurecer.html

O poder da sociedade [2]

Lembram-se daquela ONG de que falei no mês passado, o BORA? Pois é, eles fizeram mais uma ação ontem e, ao todo, já distribuíram mais de 7 toneladas de alimentos para os necessitados do sertão alagoano.

A foto fala por si. Eu tentei ajudar, mas diante dela, vejo que fiz muito pouco, posso fazer muito mais!

Demos, então, um viva para aqueles que querem fazer a diferença!!

Para quem interessar, segue o link para o “post” anterior: https://sociedademovimento.wordpress.com/2012/06/10/o-poder-da-sociedade/

 

Por que aguentamos tanto?

Ok, eu me revolto demais! Mas, digam-me vocês, se não existem muitas coisas revoltantes no mundo?

Algumas de minhas revoltas são pessoais, certo. Outras, não! E no que diz respeito a essas últimas, revolta-me mais ainda ver que não se faz nada para mudá-las, nem eu faço!

Que tal se a gente decidir mudar? Eu, ora eu… Eu não vou mais querer mudar o mundo sozinha. Sabem por quê? Porque quem briga por seus direitos no Brasil é, normalmente, tachado de doido, não estou certa?

Vou explicar a história do dia: meu problema de hoje foi com os Correios! Começarei do começo, com o perdão do trocadilho redundante!

O carteiro não chega até a minha casa. Moro no interior – apesar de trabalhar em Maceió, onde passo boa parte do dia – e a alegação da estatal é a de que faltam funcionários para atender a enorme cidade de Paripueira.

Regularmente, então, devo ir à agência coletar minhas contas (contas, já que ninguém recebe mais cartas hoje em dia), se não quiser ficar devendo, como até cheguei a ficar, pois a cabeça cheia não me permitiu lembrar de baixar na internet determinado boleto (vida moderna?!). Como sou brasileira, acostumei-me com esse transtorno e segui vivendo.

Até que hoje fui buscar minhas contas, que estão para vencer e dei com a cara na porta!

Leia Mais…

Marcha das Vadias, versão Alagoas

Confesso que estava tensa, não sabia se ia dar certo…

Apoio sem restrições as reivindicações levantadas pelo movimento e gostaria de que ele fosse um sucesso. Principalmente porque havia pessoas queridas envolvidas na organização.

Discretamente, fui lá no Domingo, ver no que ia dar. Imaginem a minha surpresa, quando vi um movimento leve, animado e bem humorado na minha frente, e isso não tirou da marcha sua contundência.

Confesso agora que, naquele momento, fiquei feliz, muito feliz!

A inclusão de Alagoas na rota da Marcha das Vadias foi uma conquista louvável, pela qual parabenizo as responsáveis. Um orgulhinho grande bateu em mim por ver que não ficamos de fora dessa pauta tão importante. Mais ainda, por ver que cumprimos tão lindamente com o objetivo da manifestação, considerando, não posso deixar de mencionar, que vivemos em um dos locais mais machistas que conheço.

É importante que vençamos certos preconceitos: SE SER LIVRE É SER VADIA, EU SOU VADIA, SIM! É inaceitável que, em pleno século XXI, ainda nos vejamos apegados a ideias que já no século que passou não faziam sentido.

Parabéns, meninas, as que eu conheço e as que não conheço! Repito agora e sempre! O que eu vi no dia 17 quero ver mais vezes. Quero, inclusive, participar com menos discrição. Vocês encheram nossa classe de orgulho!

O poder da sociedade

Há pouco tempo conheci um pessoal bem intencionado que queria fazer a diferença no mundo. Tiveram a ideia de fundar uma ONG assistencial, tipo de entidade muito mal utilizada e, consequentemente, mal vista por muitos de nós.

Acreditei no projeto e quis colaborar. Quando tomei essa decisão, no entanto, não tinha noção de como essa atitude me mostraria um mundo novo, impressionante.

Começaram construindo uma praça em uma comunidade remota. Tudo com ajuda beneficente de colaboradores voluntários e dos próprios moradores locais. A praça é um sucesso!

Resolveram, então, arrecadar alimentos para distribuir entre os que sofrem com a estiagem no sertão de Alagoas. Foi aí que eu fiquei mais impressionada: em duas semanas a ONG conseguiu arrecadar 2 toneladas de alimentos! Tudo DOADO, posso atestar. Eu recolhi algumas cestas básicas de outras pessoas bem intencionadas a quem agradeço muito. Quando feito pelas pessoas certas, esse tipo de ação pode, sim, fazer a diferença no mundo. Inúmeras famílias, realmente necessitadas, foram beneficiadas e isso é uma coisa linda de se ver.

O que isso demonstra, para mim, pois: que todos estamos dispostos a colaborar, só não sabemos como fazer. Se alguém toma uma iniciativa, “o universo conspira”! Que tal começarmos a acreditar em nosso potencial para mudar o mundo e começarmos já?

Segue o link para a matéria sobre essa última ação no Cada Minuto. Espero que seja inspirador. Vamos à luta!

Como detalhes conseguem mudar o ponto de vista de uma pessoa.

Image

A reintegração de posse é uma das medidas de natureza cível (i.e., não criminal) mais impactantes. Normalmente, são processos que envolvem um proprietário, protegido pela Lei, e um ocupante (ou vários), aquele(s) que, por uma razão qualquer, legítima ou não, apossou(aram)-se do que não lhe(s) pertencia. O objetivo deste post, no entanto, apesar de minha formação jurídica, não é tratar dos aspectos legais da matéria, mas sim, de questões menos práticas, das entrelinhas que envolvem esse tipo de ação.

Você leitor pode sentir-se tentado a achar que eu vou falar sobre o caso “Pinheirinho”. Sim, farei menções ao ocorrido em São Paulo, mas não é esse o mote principal do texto.

Em verdade escrevo porque, há pouco tempo, fui abordada por um grupo de pessoas com um problema com terras. Depois de alguma conversa, fiquei sabendo que eram militantes de um dos Movimentos de Sem Terra, um deles[i].

Leia Mais…