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Por que aguentamos tanto?

Ok, eu me revolto demais! Mas, digam-me vocês, se não existem muitas coisas revoltantes no mundo?

Algumas de minhas revoltas são pessoais, certo. Outras, não! E no que diz respeito a essas últimas, revolta-me mais ainda ver que não se faz nada para mudá-las, nem eu faço!

Que tal se a gente decidir mudar? Eu, ora eu… Eu não vou mais querer mudar o mundo sozinha. Sabem por quê? Porque quem briga por seus direitos no Brasil é, normalmente, tachado de doido, não estou certa?

Vou explicar a história do dia: meu problema de hoje foi com os Correios! Começarei do começo, com o perdão do trocadilho redundante!

O carteiro não chega até a minha casa. Moro no interior – apesar de trabalhar em Maceió, onde passo boa parte do dia – e a alegação da estatal é a de que faltam funcionários para atender a enorme cidade de Paripueira.

Regularmente, então, devo ir à agência coletar minhas contas (contas, já que ninguém recebe mais cartas hoje em dia), se não quiser ficar devendo, como até cheguei a ficar, pois a cabeça cheia não me permitiu lembrar de baixar na internet determinado boleto (vida moderna?!). Como sou brasileira, acostumei-me com esse transtorno e segui vivendo.

Até que hoje fui buscar minhas contas, que estão para vencer e dei com a cara na porta!

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Como detalhes conseguem mudar o ponto de vista de uma pessoa.

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A reintegração de posse é uma das medidas de natureza cível (i.e., não criminal) mais impactantes. Normalmente, são processos que envolvem um proprietário, protegido pela Lei, e um ocupante (ou vários), aquele(s) que, por uma razão qualquer, legítima ou não, apossou(aram)-se do que não lhe(s) pertencia. O objetivo deste post, no entanto, apesar de minha formação jurídica, não é tratar dos aspectos legais da matéria, mas sim, de questões menos práticas, das entrelinhas que envolvem esse tipo de ação.

Você leitor pode sentir-se tentado a achar que eu vou falar sobre o caso “Pinheirinho”. Sim, farei menções ao ocorrido em São Paulo, mas não é esse o mote principal do texto.

Em verdade escrevo porque, há pouco tempo, fui abordada por um grupo de pessoas com um problema com terras. Depois de alguma conversa, fiquei sabendo que eram militantes de um dos Movimentos de Sem Terra, um deles[i].

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