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A sociedade do proibido

Olá, pessoal! O blog andava meio parado e eu resolvi movimentar. Cheguei dos EUA com vontade de desabafar!

Cheguei e vi que nossa economia portou-se melhor do que a deles nesse último trimestre. Que alegria, não? Pois é! Será que um dia atingiremos o nível de desenvolvimento deles? Veremos (ou não)!

Minha posição sobre o que vou falar é polêmica, mas, como sempre digo, nunca tenho a intenção de convencer ninguém de que estou certa. Minha intenção é, apenas, a de suscitar o debate, que é importante para que nos desenvolvamos (até, quem sabe, virarmos uma nação desenvolvida!).

Enfim, cheguei e não vi só a reportagem sobre a economia. Vi também uma enquete sobre a possibilidade de as lanchonetes de escolas servirem coxinha e refrigerante para as crianças. A pergunta era: Você acha correta a proibição de servirem nas lanchonetes das escolas frituras e refrigerantes?

Óbvio que a maioria das pessoas respondeu sim, afinal de contas, fritura e refrigerante “fazem mal à saúde”. Dos adultos, avaliem das crianças. O apelo é inegável. O placar estava 79% para o sim!!

O que eu penso, claro, que é o contrário. Se não, não teria feito a ressalva acima.

Tenho verdadeira agonia a essa tendência brasileira de resolver tudo com leis, que se tornam, na maioria das vezes, letra morta.

Não uso drogas não porque elas são proibidas, mas sim, porque são nocivas e eu sei disso, assim como frituras e refrigerantes (guardadas as devidas proporções!). E como eu sei disso, passo (ou tento passar) o que sei para meu filho (e, lógico, ele vai poder seguir ou não, de acordo com seu livre arbítrio).

Por que temos que ter uma lei indicando o que meu filho deve ver na televisão, em que série ele deve estar, o que ele deve comer? Por que temos que delegar ao Estado uma função que seria nossa, de pais, de cidadãos?

O McDonalds não pode vender os lanches com bonecos porque eu não quero ter que dizer não ao meu filho. Está certo isso?

Se a lei resolvesse, o país não estaria dominado pelo crack e nas mãos de traficantes (se você não sabia disso, melhor correr atrás de informações). Já está claro que a proibição, não é o caminho, deveria, sim, antes de ser a causa, ser, apenas, a consequência.

Os que defendem a posição contrária dizem para mim: aah, você faz, você sabe, mas tem gente que não faz, que não sabe. Ok, daí criamos leis para defender as pessoas delas mesmas? É esse o caminho?

Para não deixar o post tão longo que ninguém iria ler, digo logo que eu penso que não. Penso que esse caminho valoriza a incompetência, a fuga das responsabilidades.

E penso, ainda, que é por isso que a estrada para que nos tornemos uma nação desenvolvida é bem mais longa do que deveria, considerando nossa economia.

Que tal tomarmos as rédeas da nossa vida e deixarmos para o Estado as atividades de que ele deve cuidar por natureza e negligencia, como segurança, saúde, educação de qualidade?  Aliás, é justamente a falta dessa última que dá aos que são favoráveis a esse excesso de regulamentação a justificativa para seu posicionamento. É um círculo vicioso.

O poder da sociedade [2]

Lembram-se daquela ONG de que falei no mês passado, o BORA? Pois é, eles fizeram mais uma ação ontem e, ao todo, já distribuíram mais de 7 toneladas de alimentos para os necessitados do sertão alagoano.

A foto fala por si. Eu tentei ajudar, mas diante dela, vejo que fiz muito pouco, posso fazer muito mais!

Demos, então, um viva para aqueles que querem fazer a diferença!!

Para quem interessar, segue o link para o “post” anterior: https://sociedademovimento.wordpress.com/2012/06/10/o-poder-da-sociedade/

 

Marcha das Vadias, versão Alagoas

Confesso que estava tensa, não sabia se ia dar certo…

Apoio sem restrições as reivindicações levantadas pelo movimento e gostaria de que ele fosse um sucesso. Principalmente porque havia pessoas queridas envolvidas na organização.

Discretamente, fui lá no Domingo, ver no que ia dar. Imaginem a minha surpresa, quando vi um movimento leve, animado e bem humorado na minha frente, e isso não tirou da marcha sua contundência.

Confesso agora que, naquele momento, fiquei feliz, muito feliz!

A inclusão de Alagoas na rota da Marcha das Vadias foi uma conquista louvável, pela qual parabenizo as responsáveis. Um orgulhinho grande bateu em mim por ver que não ficamos de fora dessa pauta tão importante. Mais ainda, por ver que cumprimos tão lindamente com o objetivo da manifestação, considerando, não posso deixar de mencionar, que vivemos em um dos locais mais machistas que conheço.

É importante que vençamos certos preconceitos: SE SER LIVRE É SER VADIA, EU SOU VADIA, SIM! É inaceitável que, em pleno século XXI, ainda nos vejamos apegados a ideias que já no século que passou não faziam sentido.

Parabéns, meninas, as que eu conheço e as que não conheço! Repito agora e sempre! O que eu vi no dia 17 quero ver mais vezes. Quero, inclusive, participar com menos discrição. Vocês encheram nossa classe de orgulho!

O poder da sociedade

Há pouco tempo conheci um pessoal bem intencionado que queria fazer a diferença no mundo. Tiveram a ideia de fundar uma ONG assistencial, tipo de entidade muito mal utilizada e, consequentemente, mal vista por muitos de nós.

Acreditei no projeto e quis colaborar. Quando tomei essa decisão, no entanto, não tinha noção de como essa atitude me mostraria um mundo novo, impressionante.

Começaram construindo uma praça em uma comunidade remota. Tudo com ajuda beneficente de colaboradores voluntários e dos próprios moradores locais. A praça é um sucesso!

Resolveram, então, arrecadar alimentos para distribuir entre os que sofrem com a estiagem no sertão de Alagoas. Foi aí que eu fiquei mais impressionada: em duas semanas a ONG conseguiu arrecadar 2 toneladas de alimentos! Tudo DOADO, posso atestar. Eu recolhi algumas cestas básicas de outras pessoas bem intencionadas a quem agradeço muito. Quando feito pelas pessoas certas, esse tipo de ação pode, sim, fazer a diferença no mundo. Inúmeras famílias, realmente necessitadas, foram beneficiadas e isso é uma coisa linda de se ver.

O que isso demonstra, para mim, pois: que todos estamos dispostos a colaborar, só não sabemos como fazer. Se alguém toma uma iniciativa, “o universo conspira”! Que tal começarmos a acreditar em nosso potencial para mudar o mundo e começarmos já?

Segue o link para a matéria sobre essa última ação no Cada Minuto. Espero que seja inspirador. Vamos à luta!

Vacilou? Caiu na net!

Corre, no submundo virtual masculino, esta máxima que não para de crescer.

Trata-se de um fenômeno que tem como fórmula a ingenuidade de algumas mulheres por um lado, a escassez de qualidades morais de alguns homens de outro, e o desenvolvimento tecnológico associado à inclusão digital no meio dos dois.

O número de mulheres que “caem na net” cresce de uma forma direta ou indiretamente proporcional ao desenvolvimento da tecnologia que facilita este tipo de fenômeno, que apesar de virtual, tem conseqüências que extrapolam, e muito, o ambiente da rede mundial de computadores.

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Paparazzi

Palavra de origem italiana comumente atribuída a repórteres que vivem de seguir e fotografar celebridades sem autorização, para depois vender as imagens à imprensa. Isto até a explosão da internet como grande mecanismo de comunicação da contemporaneidade e do advento das redes sociais virtuais como um dos maiores fenômenos da rede mundial de computadores.

Hoje não é preciso que você tenha um perfil no Orkut ou Facebook para estar presente nestas redes. Ainda que você não seja uma pessoa famosa e badalada, pode ter facilmente sua imagem publicada por outras pessoas de forma que qualquer internauta possa vê-la ou baixá-la, seja de uma simples balada ou de momentos de intimidade, que deveriam ser reservados, por uma diversidade de motivos, aos registros possíveis da memória.

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E quando iremos entender…?

O ser humano parece ter uma tendência inerente a hierarquizar as relações sociais. Seguindo esta tendência, o mundo foi dividido em vários mundos. Cada um em seu posto sobre um pódio virtual, onde os primeiros ganham e os últimos perdem. Assim, surgiram as definições de primeiro, segundo, terceiro e quarto mundos. Etiquetas superficiais que definem quem tem mais ou menos direitos aos recursos do planeta.

De fato, há uma desigualdade significativa em termos de acesso a bens, serviços e oportunidades, se compararmos a realidade de dois países que se encontram em posições opostas no ranking do desenvolvimento, considerando aspectos como educação, renda e saúde. No entanto, foi-se criando ao longo dos anos um universo de conto de fadas em torno destas discrepâncias, de tal forma que a maioria das pessoas, me atrevo a dizê-lo, acredita que nos países chamados de primeiro mundo goza-se de uma vida deslumbrante onde direitos e deveres são respeitados e cumpridos em sua plenitude, vislumbrando um espaço livre da corrupção, violência e desigualdades sociais. Males, lamentavelmente, tão arraigados à estrutura social humana.

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