Archive | Mobilidade urbana RSS for this section

Combate ao roubo de bicicletas

Bike registrada

Navegando pelo portal Mobilize encontrei uma iniciativa muito legal: o registro de bicicletas como uma iniciativa de combate à comercialização de bicicletasroubadas/furtadas.

Funciona assim: você registra os seus dados pessoais e da bicicleta, como se fosse ao Detran registrar seu carro. Daí, no caso de roubo/furto, você lança no site um registro da ocorrência no site. Assim, qualquer pessoa interessada em comprar uma bicicleta usada poderá ter acesso ao banco de dados do site, onde é possível consultar se há algum registro de roubo/furto.

Para funcionar, no entanto, a iniciativa depende da conscientização de quem está comprando uma bicicleta para consultar no site e se certificar de que não está comprando um veículo fruto de roubo/furto.

Para conhecer melhor a ideia, acesse o site Bike Registrada

O por quê da faixa azul em Maceió-AL

Desde ontem (17/02/14), passou a vigorar a faixa exclusiva para o tráfego de ônibus no eixo viário Fernandes Lima/Durval de Góes Monteiro, com fiscalização da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). Até o dia 09 de março, no entanto, os condutores serão apenas orientados acerca da importância de se respeitar o espaço de circulação do transporte coletivo. A partir do dia 10, aqueles que desrespeitarem a nova faixa exclusiva serão autuados.

Com a notícia de implantação da faixa, inúmeras manifestações surgiram nas redes sociais. Lamentavelmente, a maioria delas são de vozes indignadas, esbravejando argumentos baseados no senso comum, alegando que a faixa é um erro e que representará o caos para o trânsito local. “Uma ideia insana”, dizem alguns.

Acontece, meu caros, que o caos já está instalado! Há muito tempo…

E, definitivamente, não foi o transporte público coletivo que o causou. Leia Mais…

Arquitetura para os carros

A primeira caverna ocupada e as primeiras intervenções no espaço para adaptar o meioambiente às necessidades humanas são o embrião do que chamamos de arquitetura. Pode-se entendê-la, portanto, como o espaço transformado para que os seres humanos possam realizar as suas atividades.

Um novo atributo, no entanto, tem sido agregado a este conceito com a “sociedade do automóvel”. Somos 7 bilhões de pessoas em todo o mundo, dividindo espaço com 1 bilhão de veículos automotores.

Se um extraterrestre sobrevoasse a Terra iria imaginar que a forma de vida predominante em nosso planeta seria o carro e que nós seríamos a sua bateria. Quando entramos ele anda, ele para e nós saímos, diz a metáfora de Heathcote Williams.

Leia Mais…

Reflexão acerca do transporte público coletivo e a ideia da “tarifa zero”

Por que ocorrem congestionamentos nas médias e grandes cidades brasileiras? Quais a principais barreiras ou dificuldades para que o transporte público coletivo seja competitivo com o individual privado? Quais as principais características do transporte público que poderiam ser potencializadas para atrair os usuários dos autos?

Estes questionamentos são importantes para que possamos criar uma demanda social em relação à qualidade do transporte público coletivo no Brasil. A única forma de colocar o Estado em movimento em direção à ações efetivas que transformem a realidade atual.

O edital de licitação para transporte público em Maceió será lançado em agosto e haverá uma audiência pública no próximo dia 18. Não estamos prontos para inserir a ideia da “tarifa zero” neste debate, mas vale, no mínimo, a reflexão.

Leia Mais…

A relação da qualidade dos espaços públicos e o trânsito e a necessidade de investimentos nestes espaços

A definição mais objetiva para espaço público seria: tudo aquilo que não é privado. Isso inclui, portanto, as praças, parques, ruas, calçadas e outros ambientes nos quais as pessoas podem encontrar-se e conviver com desconhecidos, estabelecendo relações sociais. Tradicionalmente os espaços públicos são espaços de construção e expressão social. Na Grécia antiga, berço do conceito de democracia, a ágora era um espaço aberto, cercado de edifícios públicos importantes, que tinha a função de reunir os cidadãos para debater e decidir sobre os assuntos de interesse coletivo. A função da ágora foi passada historicamente às praças e a outros espaços públicos, palcos do encontro social, de manifestações e reivindicações.

A heterogeneidade, acessibilidade, liberdade, dinamismo, capacidade de integração, qualidade do espaço construído e elementos simbólicos dos espaços públicos definem a sua qualidade. A mescla dos elementos tangíveis e intangíveis envolvidos em sua dinâmica substancia os seus atributos, que estão diretamente relacionados ao seu uso: bons espaços tendem a atrair as pessoas e espaços ruins, ao contrário, tendem a repeli-las. Desta forma, quanto mais abandonado é o espaço público, mais ele tende a sê-lo. Esta dinâmica implica em uma série de impactos no espaço urbano.

Leia Mais…

Indústria de multas?

Segundo o dicionário , o conceito de indústria refere-se ao “conjunto das atividades que visam a manipulação e transformação de matérias-primas para a produção de bens de consumo.” Os produtos, portanto, são dependentes da existência de matéria-prima, afinal sem ela não há o que manipular e transformar. Neste contexto, só pode haver indústria se houver insumos.

Ora, analisemos então o conceito de “indústria de multas”, que uma pequena parte da sociedade (e políticos com estratégias populistas) utiliza para atribuir à fiscalização dos órgãos de trânsito. Se a aplicação de multas aos infratores do código nacional de trânsito configura uma indústria, significa que ela necessita de matéria-prima que seria, necessariamente, uma infração de trânsito. Sendo assim, bastaria que o cidadão não cometesse infrações para não contribuir com este “processo produtivo”.

Leia Mais…

Quantos boeings em nossas ruas…

A queda do Boeing da Gol, em setembro de 2006, que matou 154 pessoas no Mato Grosso chocou a população brasileira. O desastre foi divulgado por toda a imprensa e já nos primeiros momentos após o acidente surgiu o debate acerca de suas causas. Especialistas de diversas áreas foram convidados à televisão para opinarem sobre o assunto, o clima de comoção era generalizado. Em 2007, um avião da TAM derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e se chocou contra um prédio de carga e descarga da própria companhia aérea. Resultado: 186 pessoas mortas no maior acidente aéreo da história deste país.

Leia Mais…