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O iminente desaparecimento do Clube Alagoinhas

Pensando em um texto para o blog Sociedade Movimento, um trecho de uma música não me saia da cabeça. Ecoava em mim o refrão da música “Cidades” de Nação Zumbi: “A cidade não pára, a cidade só cresce”.

Embalada pela canção reinvidicadora comecei a pensar nas forças propulsoras do crescimento da cidade, nos atores envolvidos neste processo e nos efeitos espaciais provocados por suas ações.

Inevitavelmente, não pude deixar de refletir sobre o lugar do patrimônio cultural em meio ao movimento ininterrupto de evolução e mudança inerente à própria condição de ser cidade.  Como proteger os bens patrimoniais –  sejam eles ambientais, artísticos, paisagísticos ou históricos – neste contexto?

Trazendo esta discussão para Maceió, vários exemplos saltam aos olhos. Me deterei a apenas um deles: o iminente desaparecimento do Clube Alagoinhas.

Alagoas Iate Clube. Foto: Alice Jardim

O Alagoas Iate Clube, mais conhecido pela população como Alagoinhas, é de autoria da arquiteta Zélia Maia Nobre, em parceria com a arquiteta Edy Marrêta, sendo – de acordo com o Livro Arquitetura Moderna: a atitude Alagoana, de Maria Angélica da Silva – projeto vencedor de um concurso e construído na década de 1960. Sua arquitetura, é representante do Movimento Moderno alagoano e tornou-se importante marco visual para a Maceió. A localização privilegiada, na orla da cidade, fez com que a construção fosse incorporada à imagética da praia de Ponta Verde, ao passo em que se tornou alvo de contestação por ter sido construído em área de preservação ambiental, pertencente à União.

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