Archive | Políticas públicas RSS for this section

Heróis olímpicos

Aos heróis geralmente são atribuídas características sobre-humanas: força extraordinária, agilidade incomparável, inteligência admirável…

Os atletas brasileiros que estão competiram em Londres, não possuem estas características, não são personagens de histórias em quadrinhos. Eles são meramente humanos, mas com a pífia política de investimentos nos esportes do país tupiniquim, com a falta de infraestrutura para treinamento e patrocínios, estes bravos compatriotas contestam a sua condição meramente humana.

Personagens de uma história real, onde homens e mulheres conseguem ir além daquilo que normalmente poderiam.

Isto deveria, por si só, os fazerem vencedores (e efetivamente os fazem), exorcizaria o “quase” do vocabulário nacional em época de olimpíadas e, por tabela, o fantasma da ausência do hino brasileiro no hasteamento de bandeiras nos pódios.

Leia Mais…

Por que aguentamos tanto?

Ok, eu me revolto demais! Mas, digam-me vocês, se não existem muitas coisas revoltantes no mundo?

Algumas de minhas revoltas são pessoais, certo. Outras, não! E no que diz respeito a essas últimas, revolta-me mais ainda ver que não se faz nada para mudá-las, nem eu faço!

Que tal se a gente decidir mudar? Eu, ora eu… Eu não vou mais querer mudar o mundo sozinha. Sabem por quê? Porque quem briga por seus direitos no Brasil é, normalmente, tachado de doido, não estou certa?

Vou explicar a história do dia: meu problema de hoje foi com os Correios! Começarei do começo, com o perdão do trocadilho redundante!

O carteiro não chega até a minha casa. Moro no interior – apesar de trabalhar em Maceió, onde passo boa parte do dia – e a alegação da estatal é a de que faltam funcionários para atender a enorme cidade de Paripueira.

Regularmente, então, devo ir à agência coletar minhas contas (contas, já que ninguém recebe mais cartas hoje em dia), se não quiser ficar devendo, como até cheguei a ficar, pois a cabeça cheia não me permitiu lembrar de baixar na internet determinado boleto (vida moderna?!). Como sou brasileira, acostumei-me com esse transtorno e segui vivendo.

Até que hoje fui buscar minhas contas, que estão para vencer e dei com a cara na porta!

Leia Mais…

Reflexão acerca do transporte público coletivo e a ideia da “tarifa zero”

Por que ocorrem congestionamentos nas médias e grandes cidades brasileiras? Quais a principais barreiras ou dificuldades para que o transporte público coletivo seja competitivo com o individual privado? Quais as principais características do transporte público que poderiam ser potencializadas para atrair os usuários dos autos?

Estes questionamentos são importantes para que possamos criar uma demanda social em relação à qualidade do transporte público coletivo no Brasil. A única forma de colocar o Estado em movimento em direção à ações efetivas que transformem a realidade atual.

O edital de licitação para transporte público em Maceió será lançado em agosto e haverá uma audiência pública no próximo dia 18. Não estamos prontos para inserir a ideia da “tarifa zero” neste debate, mas vale, no mínimo, a reflexão.

Leia Mais…

A relação da qualidade dos espaços públicos e o trânsito e a necessidade de investimentos nestes espaços

A definição mais objetiva para espaço público seria: tudo aquilo que não é privado. Isso inclui, portanto, as praças, parques, ruas, calçadas e outros ambientes nos quais as pessoas podem encontrar-se e conviver com desconhecidos, estabelecendo relações sociais. Tradicionalmente os espaços públicos são espaços de construção e expressão social. Na Grécia antiga, berço do conceito de democracia, a ágora era um espaço aberto, cercado de edifícios públicos importantes, que tinha a função de reunir os cidadãos para debater e decidir sobre os assuntos de interesse coletivo. A função da ágora foi passada historicamente às praças e a outros espaços públicos, palcos do encontro social, de manifestações e reivindicações.

A heterogeneidade, acessibilidade, liberdade, dinamismo, capacidade de integração, qualidade do espaço construído e elementos simbólicos dos espaços públicos definem a sua qualidade. A mescla dos elementos tangíveis e intangíveis envolvidos em sua dinâmica substancia os seus atributos, que estão diretamente relacionados ao seu uso: bons espaços tendem a atrair as pessoas e espaços ruins, ao contrário, tendem a repeli-las. Desta forma, quanto mais abandonado é o espaço público, mais ele tende a sê-lo. Esta dinâmica implica em uma série de impactos no espaço urbano.

Leia Mais…

Prisões ou narcossalas?

Enquanto milhares de famílias brasileiras sofrem com o fenômeno do aumento substancial do consumo do crack, que possui características epidemiológicas, o poder público permanece inerte, acorrentado a um pernicioso emaranhado de burocracia e moralismo. As poucas atitudes tomadas até o momento ou vão na contramão de experiências que lograram êxito, ou são insuportavelmente tímidas.

A política ainda é de punir os usuários encarcerando-os em prisões ou em centros despreparados para tratá-los, quando não em hospitais psiquiátricos que não existem para cumprir a função de tratar dependentes químicos.

Leia Mais…