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Entrevista à CBN, sobre o Programa de Segurança para Maceió

Na semana passada foi ao ar uma entrevista que dei, com as arquitetas Isadora Padilha e Thiara Luz, sobre a violência em Maceió e a necessidade de planejar e atuar sobre as questões que envolvem o tema.

Quem tiver interesse em ouvir, acesse o link e busque o termo:

“Programa de ações contra a violência em Maceió”

 

 

Mobilidade urbana e exclusão social

O conceito de cidade é bastante heterogêneo. Há diversas definições que variam de acordo com o idioma ou a linha de interpretação, mas basicamente pode-se entendê-la como a transformação do meio ambiente natural para atender às necessidades das pessoas. Algumas delas legítimas, outras supérfluas, criadas ao longo da história.

A cidade nasce da fixação do ser humano em uma determinada localidade, abandonando a prática do nomadismo com o objetivo de estabilizar-se, promovendo as suas condições de subsistência e de desenvolvimento. Ao fixar-se e começar o desenvolvimento da agricultura e pecuária, surge a propriedade privada. É somente quando o ser humano estabelece limites em um determinado espaço e o torna “seu”, atribuindo valor ao espaço, antes públicos (de todos) e depois privados (de um dono), que começam a se desenvolver uma série de instituições que vão dar origem à cidade.

A origem e desenvolvimento das cidades sempre tiveram relação com a geração e acumulação de recursos. De fato, Ao longo da história a urbanização cumpriu, em diversos momentos, o papel de válvula de escape dos excedentes produzidos pela dinâmica do capitalismo. Grandes investimentos em infraestrutura e posteriores períodos de recessão/revolução são muito freqüentes na história. Leia Mais…

Mwany

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Nos próximos dias, o público terá a oportunidade de assistir o filme de Nivaldo Vasconcelos, Mwany, na 4ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano, que acontecerá entre 06 e 09 de dezembro, na Praça Multieventos.

“É um filme sobre o sentimento de pertença, inclusive o de não pertencer.” Define e sinopse do belo filme, marcado pela força visual e espiritual da protagonista, Sónia André, e sua filha Thandy, pela narrativa cinematográfica inteligente e bem construída de Nivaldo e a fotografia fascinante de Alice.

Acredito que muita gente que estava presente na exibição de estréia identificou-se com Sónia. Não em suas particularidades, certamente, como em suas roupas peculiares, no seu jeito de falar, em sua cultura tão cheia de valores, muitos deles bem diferentes dos que alimenta a sociedade brasileira, inclusive. Refiro-me ao que o filme trata em sua essência: a identidade e o pertencimento. Leia Mais…

Vazios urbanos e segurança pública

vazio urbano

A proliferação de vazios urbanos, lixo nas ruas e desordem espacial têm efeitos mais sérios do que muitos imaginam.

Em Maceió, segundo a prefeitura, temos mais de 100 edifícios em situação de abandono (Lei a matéria aqui). Estes vazios, além de se configurarem como pontos de prática de delitos, proporciona uma sensação de abandono e descaso com o espaço o que provoca efeitos devastadores para a paisagem e vitalidade urbana.

Leia a teoria das janelas quebradas e entenda o porquê.

Em breve postarei um diagnóstico de uma região específica da cidade ilustrando o problema em questão.

O cidadão em Maceió anda com medo.

O cidadão em Maceió anda com medo.

Na verdade, andar é um verbo com sério risco de extinção na capital de Alagoas.

O perigo é onipresente no ar da cidade. Seja ele real ou percebido. É bem verdade que o espetáculo da mídia e as redes sociais ampliam a percepção da violência, mas é difícil encontrar alguém que não tenha sido vítima de algum crime direta ou indiretamente, ou que, pelo menos, não conheça alguém que o foi nos últimos tempos.

As ruas, calçadas e praças tornam-se um ambiente inóspito neste contexto e a tendência é que as pessoas o abandonem cada vez mais, configurando assim um lastimável ciclo vicioso: o espaço público é perigoso e as pessoas se afastem dele tornando-o ainda mais perigoso. A mera presença de pessoas nas ruas cria um processo de vigilância natural que diminui e percepção e o risco de violência.  Leia Mais…

19º Congresso nacional de transporte e trânsito da ANTP

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O 19º Congresso da ANTP trouxe uma programação variada com o tema, “mobilidade urbana para cidades sustentáveis”, sendo abordado sob os mais diversos pontos de vista. Houve palestras com profissionais de diferentes setores de atuação, de acadêmicos a gestores públicos e políticos. Um dos pontos altos, no entanto, foram as comunicações técnicas, cujos expositores eram oriundos de muitas partes do país, com trabalhos que agregaram muito conteúdo aos participantes. A feira de produtos e serviços INTRANS também foi bastante interessante, mostrando as inovações tecnológicas relacionadas ao trânsito e transporte. Leia Mais…

“Faixa rosa” nos transportes coletivos

faixa rosa

Navegando pelo site Mobilize Brasil encontrei uma matéria que trata de um Projeto de Lei recentemente aprovado pelos vereadores de São Paulo que cria espaços destinados especificamente às mulheres no transporte público coletivo. Chamados de “faixas rosa”, estes espaços teriam a finalidade de “evitar os abusos e as situações constrangedoras que muitas mulheres sofrem dentro do transporte coletivo por causa do comportamento de alguns homens”.

A consideração feita pelo editor do referido site, Marcos de Sousa, resume bem a minha ideia sobre o tema:

“Apesar do apoio recebido por milhares de passageiras que sofrem constrangimentos em seu dia-a-dia, a proposta é uma resposta pobre ao problema da superlotação dos trens e ônibus, que é a questão central no transporte público do Brasil. Investir em educação, inclusive no interior de estações e terminais, seria outro ponto a ser tratado pelas autoridades. Segregar homens e mulheres é admitir que nós brasileiros vivemos em ambiente de barbárie.”

E vocês, o que acham da ideia?